Inter: NUNCA COMPAREM | Por Ricardo Soletti

Inter: NUNCA COMPAREM | Por Ricardo Soletti

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Saímos do Beira Rio como há muito não saíamos. Sofremos, brigamos, reclamamos, lutamos. E então, sorrimos.

A verdade é que amassamos o atual campeão brasileiro do primeiro ao último minuto de jogo. Não sem antes sermos vítimas da organizada equipe paulista que ficou 1 minuto e 26 segundos tocando a bola até que ela encontra-se os pés de Matheus Vidal e, na sequência, as redes coloradas. Um golpe duro com menos de 5 minutos de jogo.

Mas, ao contrário do que acontece nos últimos dois anos, não nos abatemos. Ao contrário, o gol tomado no início só fez com que corrêssemos ainda mais atrás de um placar favorável.

Então, corremos como nunca. Lutamos como nunca. E viramos um jogo como há muito não víamos.

Patrick, Dourado, Damião e Rossi comandaram o avanço colorado que, em nenhum momento, arrefeceu a pressão em cima de um Corinthians acuado e atônito.

Martelamos, chutamos, cruzamos e, numa dessas, a bola de Lucca encontrou Leandro Damião depois de meses e finalmente e se entregou às redes adversárias.

Mas a tarde não era para empates. Não. Merecíamos muito mais. E naquela ideia fixa de lutar até o fim, Rossi acabou acariciado por um erro de Mantuan e rolou a bola mansa e objetiva para um gol vazio.

A festa estava completa.

Era um crime estarmos perdendo. Era um pecado estarmos empatando. Mais do que qualquer jogador em campo, nossa torcida merecia tudo aquilo.

30 MIL – eu disse 30 MIL colorados que passaram por cima de crise, do Temer, do Marun, do Eliseu Padilha e da desconfiança do time.

A pé, a cavalo, de bicicleta, de carona, de táxi ou montados em dromedários. Nossa torcida fez a diferença. Nossa torcida faz a diferença. Foi o combustível que falta nos postos para fazer este time correr e lutar até o fim. É inútil tentar comparar com qualquer outra torcida do mundo.

Vitória pra lavar a lama. Conquista pra colocar num DVD e mandar pra São Paulo.

Hoje, não há espaço para um texto falando sobre as questões técnicas. Hoje é dia de saborear uma vitória suada, uma conquista linda e seguir com o sorriso estampado no rosto. O sorriso que não tínhamos há muito tempo. Mas que ontem voltou com toda a sua força.

Na boa e na ruim, Colorado até o fim!

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