Instituições de educação e os avanços na tecnologia da informação | Por Dilmar Isidoro

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Todas as áreas do conhecimento abrangem processos evolutivos e complexos para responder as novas demandas. Isso requer dos atores, contínuas pesquisas e acompanhamento quanto às tendências. Os desafios são constantes.

A rápida evolução tecnológica pressiona a cultura e muda a vida das pessoas. Isso exige mudanças também no sistema de educação, porque o ensino nas instituições é o reflexo das demandas do mercado. Nesse panorama, o conhecimento ganha muita importância.

 

Esse assunto é complexo e carregado de subjetividade. Por isso, revolvi escrever esta matéria subsidiado pela revisão da literatura, enaltecendo os pensamentos de autores consagrados sobre o tema.

 

Destarte, segundo a Universidade de Barcelona (Espanha), há correntes de pesquisadores que chamam esse movimento de informacional, outros dizem que são mudanças do tipo técnico-científico, já para outros estamos na 3ª revolução industrial. Seja como for, o fato é que existe consenso entre os pesquisadores acerca das profundas mudanças que ocorrem no mundo atual, as quais estão afetando as relações sociais, a economia, a cultura, o comportamento, as áreas da saúde, etc. Por tudo isso, se espera que ocorram mudanças no sistema educacional para se adaptar ao novo milênio.

 

As profusões de reformas educacionais estão sendo analisadas e/ou implantadas em vários Países, inclusive no Brasil, para adequar a educação ao sistema econômico atual, marcado pela crescente competição entre empresas, pessoas e Países.

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Fonte: https://www.pensador.com/frase/

 

Nesse cenário competitivo o conhecimento ganha muita relevância, diz Gimeno Sacristán autor do livro “O currículo: uma reflexão sobre a prática”. Também, Philippe Perrenoud, autor do livro “Construir competências desde a escola”, nos diz que os conhecimentos representam a realidade que construímos e armazenamos ao sabor das experiências e da formação científica. Segundo ele, cada pessoa responde a realidade conforme o conhecimento adquirido. A partir desses pressupostos, é factível inferir que o conhecimento não é apenas a produção científica gerada pelos cânones acadêmicos, é também conhecimento intuitivo externado como resposta na preparação do encadeamento lógico para selecionar as escolhas na vida.

O educador brasileiro Nilson Machado, na tentativa de definir os complexos caminhos do conhecimento, organizou o que chamou de “pirâmide informacional” como segue:

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Fonte: Machado, Nilton. 2000, p. 65.

Na base da pirâmide, existem aos elementos qualitativos e quantitativos da realidade. As pessoas manifestam interesses por certas informações e atribuem significados. Segundo Nilson Machado, quanto mais próximo do topo da pirâmide informacional, mais complexos serão os conceitos.

A primeira tentativa de definir e mensurar a inteligência foi em 1905 com o psicólogo francês Alfred Binet (1859-1911) que elaborou teste para aferir o grau de aproveitamento dos estudantes nas escolas públicas francesas. A avaliação ficou conhecida como o teste de QI (Quociente de Inteligência) da Escala Simon-Binet, que foi aperfeiçoada depois da segunda guerra mundial, sobretudo nos EUA e na Europa. Ainda segundo Nilton Machado, a informação e o conhecimento se transformaram em questões estratégicas no mundo atual. O conhecimento é o principal ativo da sociedade informacional, por isso é motivo de embates para definir quais conteúdos culturais devem ser ensinados nas escolas, locais onde emergem as formações culturais e curriculares.

 

Os valores subjetivos das avaliações e dos procedimentos padrões têm variado ao longo dos anos em decorrência das influências sociais presentes em cada época e ainda, devido ao acelerado avanço da ciência e da tecnologia. Acerca disso, sabe-se que a avaliação da aprendizagem é requisito essencial no PPP (Plano Político Pedagógico) que contempla as concepções filosóficas do homem, da educação e da sociedade nacional. Isso implica em reflexão crítica e contínua da prática pedagógica nas escolas e nas suas funções interativas sociais.

 

Os acessos às redes de comunicações e sistemas de informações e os acervos eletrônicos nas bibliotecas virtuais, mesmo que estejam em voga, não são significativos. Esses acessos precisam ser avaliados quanto aos indicadores que norteiam para o uso correto dos recursos existentes, e não apenas quanto à velocidade de conexão com a internet, desempenho dos equipamentos, e tamanho da rede, afirma Carmem Lúcia Dias que junto com outros autores publicaram o livro “Políticas para avaliação da qualidade no ensino superior no Brasil: um balanço crítico”.

 

Seguindo as novas tendências de inserção da tecnologia na educação, Arruda e outros autores que publicaram o livro – “Concepção, desenvolvimento e implantação de nova metodologia de ensino-aprendizagem apoiada em recursos tecnológicos: um estudo de casos” – ressalta que a multimídia traz novo comportamento no ensino massificado. O professor terá mais tempo para apresentar conteúdos com riqueza de detalhes. Os autores dizem que a tecnologia estimula para despertar mais interesse nos educandos. A relação entre professores e alunos será mais interativa, segundo os autores.

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