Preservação Ambiental: mais ações e menos discursos | Por Dilmar Isidoro

Preservação Ambiental: mais ações e menos discursos | Por Dilmar Isidoro

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Temos acompanhado no Brasil, muitos episódios de destruição domeio ambiente. Recentemente, as queimadas em áreas preservadas, chamou aatenção do mundo pela extensão devastada. Os incêndios propositais promovidospor irresponsáveis para alcançarem seus fins malévolos, salvo melhor ordem,põem em risco o futuro de áreas preservadas.

Recentemente, houve derramamento de petróleo que contaminou grandeárea litorânea do nordeste brasileiro. A selva da Amazônia vai encolhendolentamente. Enquanto isso, observamos a hipocrisia de pseudos defensores dasmatas nativas e do ecossistema. Digo isso porque os discursos vazios sãodesnudados pelas ações na prática, como, por exemplo: a sujeira acumulada emlocais abertos depois de shows; as praias que se transformam em degradantesdepósitos de lixo orgânico e de materiais que poderiam ser reciclados. Mas, secidadãos conscientes reclamarem da sujeira que outros fazem, é briga na certa.

Indubitavelmente, é preciso haver mais comprometimento e proteçãoao meio ambiente e menos lixo espalhado a esmo. Muito se perde com divisas deturismo em todas as regiões do Brasil, vis-à-vis a pouca conscientização dapreservação ecológica.

Ainda assim, existe um grande potencial para atrair investimentosestrangeiros nas mais diversas especificidades, inclusive no turismo porque asdimensões de continente do território brasileiro preconizam várias escolhas dedestinos aos turistas que buscam lazer. Esse movimento desperta interesse nainiciativa privada que investe na melhoria de produtos e serviços, em especial,na rede hoteleira para garantir conforto aos turistas e, ainda, para atrairnovos visitantes nas temporadas seguintes. Contudo, a segurança aos turistasainda é uma grande preocupação, porque isso reflete na imagem do Brasil noexterior.

Mesmo diante das adversidades, muitas regiões do País seespecializaram, ao longo do tempo, para promoverem o fluxo de serviçosadequado, a fim de encantar àqueles que viajam a lazer. Muitas oportunidades deempregos diretos e indiretos surgem em consequência do agregado de necessidadesque envolvem a oferta turística no Brasil.

A questão que trago à reflexão dos leitores é um das maiores celeumasda sociedade moderna: a preservação ambiental. É comum observarmos plásticos,vidros e demais recipientes e embalagens descartáveis, bem como detritosorgânicos à deriva na natureza, nos oceanos, rios, lagos e lagoas. Esse lixointerfere de forma negativa na rotina do ecossistema e, muitas vezes,interrompe o ciclo natural da vida aquática e de pequenos seres vivos quehabitam o solo.

Somos agentes econômicos, seja do lado da oferta produzindo bens eserviços, seja do lado da demanda consumindo bens e serviços. Há quase doisséculos e meio, o maior nome da economia clássica, Adam Smith, autor do livro ARiqueza das Nações (1776) escreveu: “… a propensão em permutar, negociare comerciar uma coisa por outra (…) é característica intrínseca da natureza humana(…) e a expansão do comércio torna-se o componente essencial de atualizaçãona organização social”.    

O parágrafo anterior, extraído da obra de Smith, mostra que omovimento de organização social sempre esteve presente nas sociedades do mundo.Quanto mais complexo for o meio social, maior será a responsabilidade de cadaagente econômico. A renda gerada pelo turismo promove o crescimento econômicolocal. Mas o desenvolvimento econômico é medido pelo Índice de DesenvolvimentoHumano (IDH). Neste quesito, o Brasil está longe do que é considerado ideal.

A preservação da natureza passa por ações concretas, a partir da educaçãode base. Proteger a natureza e dar bons exemplos não é mérito, é obrigação.

Cabe repensarmos sobre a herança ecológica que deixaremos àspróximas gerações. A base do futuro está no presente.

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