Acordo de Paris para reduzir poluentes, sem participação dos EUA | Por Dilmar Isidoro

Acordo de Paris para reduzir poluentes, sem participação dos EUA | Por Dilmar Isidoro

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É cada vez mais intensa a preocupação com as mudanças climáticas no Planeta que repercute no ecossistema alterando as condições de todos os seres vivos. Em todas as partes do mundo, ativistas e lideres mundiais clamavam por medidas para reduzir os impactos das emissões de gases poluentes. Por isso, em Paris no ano de 2015, houve a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. O evento teve a participação de 197 Países, o tema principal do encontro, é o efeito estufa e o aquecimento global causado pelas mudanças climáticas.

Na Conferência, foi firmado um acordo para a redução das emissões dos gases do efeito estufa. Este acordo deverá entrar em vigor a partir de 2020.

Pretende-se reduzir o aquecimento global para que – segundo especialistas – até o ano de 2100 a temperatura média do planeta tenha um aumento menor que 2°C.

Todos os Países comprometidos com o acordo devem apresentar medidas práticas e metas para reduzir a emissão de carbono, nos próximos anos. Definiu-se também, que estas metas devem ser revisadas, a partir de 2018 e depois a cada cinco anos.

Os Países que integram o G20 (mais ricos do mundo) se comprometeram a ajudar com recursos financeiros as demais nações com US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para que estas possam criar sistemas e métodos, visando cumprir a meta para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil compromete-se a reduzir em 37% as emissões de gases até 2025, ampliando a redução para 43% até 2030. Ainda, o País prometeu empenho para ampliar as fontes de energia renováveis – eólica e solar – na matriz energética. O Acordo de Paris entrou em vigor no dia 4 de novembro de 2016.

A 24ª Conferência da ONU sobre o clima será realizada na Polônia em dezembro de 2018. Todavia, essas medidas estão ameaçadas de ficarem apenas na teoria. Ocorre que em 2017, os EUA renunciaram ao Acordo de Paris. Isso é impactante, porque os Estadunidenses são um dos maiores emissores de gases do efeito estufa.

A decisão do Presidente Donald Trump foi duramente criticada pela comunidade internacional. Para Trump, a tese do aquecimento global não passa de uma forma de forçar os EUA a trocar combustíveis fósseis por energias limpas, o que poderia acarretar em perdas de empregos e competitividade do País.

Trump, defende ferrenhamente o slogan “America First” (a América 1º lugar), e afirma que o tratado do clima prejudica a economia norte-americana ao exigir compromissos que afetam a geração de energia. No entanto, ele dá sinais de querer renegociar o Acordo de Paris com medidas que sejam mais vantajosas para seu País. Em declaração conjunta, Alemanha, França e Itália disseram que o Acordo não será renegociado.

Para analistas, Trump deixará os EUA vulneráveis aos impactos de mudanças climáticas, tudo para defender a economia americana. Observadores americanos afirmam que não existem evidências de que as medidas regulatórias do antecessor (Barack Obama) tenham destruído empregos. Pelo contrário, segundo o Bureau of Labor Statistics, a taxa de desemprego no País é a menor desde a crise financeira de 2008. O que aconteceu foi que os empregos migraram.

Trump diz que os EUA são um País rico em gás, petróleo, carvão, e muitas commodities e as medidas do Acordo de Paris prejudicam os negócios americanos. Os interesses econômicos e de poder, estão sendo colocados acima das severas mudanças climáticas.

Os próprios americanos, já sentem os efeitos climáticos. De acordo com especialistas em climatologia, esses efeitos surgem com ondas de calor e mudança nos padrões das tempestades. Na Califórnia depois de anos com seca severa, houve intensas chuvas e neve. Na outra costa do País, Nova York tem anualmente grandes tempestades de neve, que não eram comuns no passado recente. Segundo a NOAA, a agência que monitora os oceanos e a atmosfera dos EUA, uma provável causa para essas tempestades é o aquecimento global no Ártico. Segundo a tese, o Polo Norte mais quente que o normal empurra o frio para latitudes mais baixas. Além disso, aumento da intensidade de furacões. Logo, enfrentar as mudanças climáticas, também deve ser de interesse dos americanos. Entretanto, ainda prevalecem os interesses econômicos da superpotência.

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