O desafio de capacitar nossas equipes

Facebook Twitter Google+ LinkedIn WhatsApp

Estamos assistindo a entrada no mercado de trabalho de pessoas que têm uma boa base escolar(ou acadêmica) mas pouca experiência prática. Além disso, o entra e sai de pessoas nas empresas é cada vez maior. Nesse cenário, as empresas hoje não têm mais saída: elas realmente vão precisar preparar as pessoas para o seu crescimento. Isso significa recrutar no mercado pessoas sem toda a qualificação ou experiência desejável e gerar conhecimento e atitude para o exercício dessa nova função com competência. Da mesma maneira, cresce a necessidade do uso de mecanismos de carreiras internas, valorizando pessoas que já possuem uma vivência dentro da organização e que são então preparadas para funções ainda mais relevantes, muitas vezes em cargos de liderança. Aqui, cabe o alerta de ter a especial atenção de não colocar as pessoas acima do seu nível de competência, o que pode gerar inclusive a perda de bons profissionais que vieram a se tornar gerentes insuficientes e que não podem ser recolocados em sua função original.

As áreas de RH e desenvolvimento de pessoas assumem um papel absolutamente estratégico no sentido de promover, junto com os setores envolvidos, a busca desses profissionais valorizando por vezes mais a atitude, a mente aberta para aprender, o potencial intelectual e emocional do que as experiências anteriores expressas em currículos cada vez mais frios e semelhantes até no formato gráfico.

Fica ainda a pergunta: para que tipo de empresa será mais difícil a adaptação a esse novo ciclo econômico? Acredito que para aquelas que nunca valorizaram o treinamento, que acreditavam que, como me disse certa vez um empresário :“Não vale a pena treinar um funcionário para depois ele ir trabalhar no concorrente”. Essa visão estreita não encontrará mais espaço e exigirá profunda mudança de cultura do empreendedor, realmente entendendo que seu maior patrimônio são as pessoas que trabalham com ele e que, quanto mais uma empresa cresce, mais ela depende da competência de toda a sua equipe e menos de uma figura isolada e detentora de todo o poder e conhecimento.

Para terminar, reafirmo o que tenho dito em minhas palestras: se você não gosta de treinar pessoas, feche sua empresa ou peça demissão do seu cargo porque, definitivamente, não tem mais gente pronta.

Eduardo Tevah é um dos mais consagrados palestrantes do Brasil nas áreas de gestão de pessoas, vendas e gestão de empresas.

www.eduardotevah.com.br

Leave a Reply

%d blogueiros gostam disto: