Celulose Riograndense ganha prêmio mundial pelas inovações do Projeto Linha 2

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O projeto de expansão da Celulose Riograndense foi eleito como um dos três melhores do mundo de 2015 pelo Instituto de Gerenciamento de Projetos (Project Management Institute – PMI). A instituição, com sede na Pensilvânia (EUA), possui 700 mil membros e atua em mais de 185 países. Sem fins lucrativos, o PMI é a maior associação mundial que reúne profissionais de gestão de projetos. Esta foi a primeira vez que o Instituto selecionou um projeto da América Latina para concorrer à premiação.

A escolha dos finalistas teve, como premissa, destacar projetos com o potencial de mudar o mundo e de resolver grandes problemas da sociedade, deixando um impacto que vai durar por gerações. A Celulose Riograndense foi reconhecida por executar um projeto que permitiu à fábrica quadruplicar sua produção, reduzindo drasticamente a sua pegada ambiental.

 

O presidente da indústria, Walter Lídio Nunes, avalia: “O crescimento industrial não tem de ocorrer em detrimento do ambiente. Quadruplicamos a nossa capacidade de produção, enquanto diminuímos drasticamente o impacto sobre o meio ambiente”. Walter Lídio enumera os avanços que a planta de Guaíba alcançou:

– Maior autonomia energética (concepção de um sistema capaz de gerar 80% da energia necessária para seu funcionamento através dos processos de produção de celulose);

– Redução de 60% do consumo de água da fábrica, mesmo após a sua quadruplicação;

– Reciclagem de 99,8% dos resíduos sólidos industriais da fábrica;

– Redução da emissão de gases na atmosfera (a indústria removeu CO2 da atmosfera em quantidade 15,9 vezes maior do que a emissão destes gases gerada por ela durante sua produção fabril).

O presidente da empresa afirma que essas metas foram atingidas porque a CMPC priorizou a responsabilidade social e ambiental na concepção do projeto. “Além de preservar os recursos naturais, realizamos a obra de ampliação respeitando os vizinhos da fábrica, oferecendo novas oportunidades econômicas para os moradores da região e mantivemos os mais elevados padrões de saúde e segurança durante a execução do projeto”, conta Walter Lídio.

Além dos 5 bilhões de reais investidos na planta de Guaíba, foram dedicados 50 milhões reais para melhorias em estradas locais e infraestrutura, criados 11 mil postos de trabalho diretos durante a obra e contratados o maior número de fornecedores regionais possível, o que injetou 2,3 bilhões de reais na economia local. Também foram realizadas mais de 230.000 horas de cursos de formação e qualificação para 10 mil trabalhadores: “Ao oferecer estes cursos, qualificamos as pessoas não só para trabalharem no nosso projeto, mas em futuras oportunidades em todo o Estado e todo o País”, esclarece o executivo.

Outro diferencial do projeto foi o fato de a empresa ter colaborado estreitamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (STICC) para identificar e resolver quaisquer problemas de segurança, instalando, inclusive, um escritório do Sindicato dentro do canteiro de obras – ação inédita no Brasil. Como resultado, o projeto encerrou com a taxa de acidentes mais baixa para projetos industriais no setor de papel e celulose do País. “Graças a esses cuidados, não tivemos nenhuma greve de trabalhadores durante toda a obra, o que contribuiu para que cumpríssemos o cronograma de trabalhos rigorosamente dentro dos prazos”, comemora o Presidente.

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