TERCEIRIZAR NO MUNDO ATUAL | Por Walter Nunes

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Uma empresa, na economia globalizada, enfrenta o desafio de buscar a competitividade dentro de um ambiente volátil e com acelerada evolução tecnológica. Gerir uma organização moderna é administrar uma cadeia formadora de valor econômico que possa prover o mercado de produtos ou serviços competitivos e, para isso, é necessário estar atento às mudanças de cenários de mercados e de tecnologias.

 

A formação desta cadeia torna-se cada vez mais complexa, pois é necessário integrar serviços e produtos de terceiros para que ela conquiste a excelência junto ao mercado consumidor. Neste contexto, estrategicamente, busca-se controlar as atividades primarizadas e integrar terceiros provedores de soluções aderentes à cadeia gerida pela empresa contratante. Portanto, a terceirização moderna objetiva resultados competitivos trazidos ao negócio da contratante através da resultante da equação dos ganhos obtidos com a solução contratada, subtraídos os custos da contratação.

 

Modernamente, terceirização baseada apenas em mão de obra focada na redução de custos não sustenta o sucesso do negócio. A terceirização é vantajosa quando integra uma solução competitiva, com competências e tecnologias agregadas orientadas pelo core business da contratada e providas através de mão de obra capacitada. Este processo intensifica a criação de novas empresas focadas em escopos específicos e especializados com valor agregado. Assim sendo, no mercado globalizado, as empresas âncoras contratantes estão expostas à demonstração de como gerem a sua cadeia formadora de valor, seja a parte primarizada, seja a terceirizada, em relação às condições, práticas e valores sociais aceitáveis.

 

Cresce a tendência da accountability transparente de como o negócio e sua cadeia formadora é operacionalizada e de como a empresa constrói a relação de engajamento com as partes interessadas visando a construir uma dinâmica e equilibrada licença social para sua operação. Também cresce a necessidade da evolução das relações entre sindicatos e empreendedores, para que convirjam em soluções onde todos ganhem. Nestes relacionamentos, não cabem posturas ou ideologias ultrapassadas e o excessivo intervencionismo estatal, ao qual, em muito, devemos a crise atual.

 

As mudanças na legislação sobre terceirização e relações trabalhistas nos aproximam do mundo moderno, possibilitando-nos construir uma competitividade sistêmica para participar da economia globalizada. Uma inserção expressiva no mercado mundial é condição básica para conseguirmos ser um país desenvolvido de forma sustentável, com mais igualdade e qualidade de vida para nossa sociedade.

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