Parece sonho, mas não é | Por Walter Nunes, Presidente Celulose Riograndense

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A automação inteligente e a tendência evolutiva das tecnologias começam a mostrar que as relações humanas e de negócios precisam ser repensadas. A humanidade se transformará nos próximos anos. Até 2050, 80% de todas as tarefas que realizamos serão automatizadas, graças ao emprego da inteligência artificial e de pequenos robôs com capacidade de aprendizado ampliada em 50 vezes nos últimos três anos, capazes de realizar atividades físicas e também intelectuais. Tais tecnologias, aliás, já vêm sendo utilizadas nos serviços de relacionamento com cliente, no marketing, na logística, e em diversas outras áreas.

A revolução inovativa tem sido tão grande que, em breve, criará tecnologias disruptivas em todas as indústrias, como ocorreu com a internet. Em 2012, a nova era da inteligência artificial surgiu com o deep learning que, por processamento neural, institui o “aprendizado das máquinas” automatizando o desenvolvimento de modelos analíticos de autoaprendizado dos computadores centenas de vezes mais rápidos.

As máquinas têm algumas qualidades com as quais é humanamente impossível concorrer, como rapidez, inteligência e confiabilidade (trabalhando 24 horas/dia e 365 dias/ano). A automatização tonou-se mais barata, até, que a mão de obra chinesa, o que possibilitará que empresas de várias partes do mundo voltem a produzir competitivamente em seus países, trazendo uma reconfiguração nas economias que deverá impulsionar ainda mais a automação. Uma empresa, para sobreviver, só terá uma opção: seguir este caminho.

Nesse processo de transformação acelerada, a estrutura organizacional das empresas começa a mudar. Estudos mostram que a tecnologia atualmente disponível pode realizar até 45% das tarefas de um trabalho e que mais de 60% de todas as atividades poderão ser automatizadas em escala crescente. Uma reconfiguração funcional e o conceito do fim do emprego levarão à busca de novas referências para o trabalho, demandando novas alternativas econômicas pelo simples fato de que não haverá emprego para todos. E então, a formação de um perfil intelectual baseado no conhecimento será ainda mais importante para sobrevivência profissional. Esta nova realidade social econômica está se formando com enorme velocidade e afetará de maneira crescente a vida das pessoas que terão que buscar outras carreiras, pois muitas delas vão desaparecer ou ser reconfiguradas. Importante é questionar o quanto estamos nos preparando para esta nova realidade da sociedade de conhecimento que demandará uma nova abordagem de capacitação para profissionalizar e socializar e que já bate à nossa porta.

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