Chega de retrospectiva! Me venham com as perspectivas | Por Ricardo Soletti

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Você que tá lendo aí esta coluna já sabe o chorume que foi o ano de 2017 para os colorados.

Entre Zagos, Gutos e Sashas da vida, chegamos aos trancos e barrancos à primeira divisão. O que, convenhamos, não é propriamente uma façanha digna de DVD, certo?

Bom, e o que falar mais de um ano em que tivemos que torcer pra times como Inter, Zamora, Iquique, Guarani do Paraguai, Godoy Cruz, Botafogo, Barcelona do Equador, Lanús e Pachuca?

Que, infelizmente, não poderemos torcer por um time como o Real Madrid durante 2018. E aí entramos nas perspectivas para o ano que chega.

Nada muito animador. Até porque, as ações daquela gestão nefasta, incompetente, fracassada e otras cositas más ainda serão sentidas por muitos e muitos anos.

Estamos conseguindo liberar vários jogadores que não podiam mais ficar no Beira Rio: Léo Ortiz, Alemão, Roberson, Aylon, Carlos, Geferson, Artur & cia.

Estamos com certa dificuldade para continuarmos empurrando pra outros times jogadores como Paulão, Anderson e Seijas.

Estamos trazendo jogadores que não animam nem um Guga Kuerten dentro de uma piscina de bolinhas e junto com cinco filhotes de labradores: Ruan (Boa), Gabriel Dias (Paraná), Patrick (Sport) e Roger (Botafogo).

Esta coisa obsessiva e quase paranoica de trazer volante me faz acreditar que Rodrigo Dourado possa estar saindo do Beira Rio. Ou que o Edenilson vá ser aproveitado na lateral direita.

Em compensação, vejo nossas categorias de base em um bom momento. Ganhamos quase todos os campeonatos disputados pelos nossos subs, inclusive o de aspirantes. E, talvez, mais uma vez, esteja aí a esperança em dias melhores: a nossa gurizada.

Claro, todos os guris só vão entrar bem em um time ajustado, que jogue minimamente com decência pra que não sejam queimados. E aí entra a experiência e o apoio dos nossos cascudos. Dale, Edenilson, Danilo, Pottker, Damião e Cuesta terão que ser os alicerces, não só dos guris como também do Odair, que é o nosso guri da comissão técnica.

E por mais contraditório que possa ser, contra todas as previsões, eu acho que faremos um ano além das expectativas.

Vamos apanhar um pouco no Gauchão, mas confio no Odair e que faremos um bom campeonato brasileiro, talvez até com uma vaguinha na Libertadores 2019 e num bom papel da Copa do Brasil.

Aposto que 2018 será o ano em que começaremos a sair de 2016. Devagar, com os pés no chão, mas de cabeça erguida e com os olhos onde surge o amanhã. Bem como deve ser. E como nós merecemos.

A todos vocês, um ótimo ano novo e que, em 2018, os seus caminhos possam se abrir tanto quanto Luan e Barrios abriram a barreira.

Um beijo a todos. Nos vemos ano que vem.

Na boa e na ruim, Colorado até o fim!

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