O “Fica em Casa” precisa ter o público-alvo definido. As pessoas precisam ter ciência de que o problema sanitário existe

O “Fica em Casa” precisa ter o público-alvo definido. As pessoas precisam ter ciência de que o problema sanitário existe

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Por: Dilmar Fernandes Isidoro. Junho de 2020

O único consenso que existe na sociedade contemporânea mundial, é que estamos vivendo tempos difíceis sem data prevista para terminar.

A crise sanitária, que se transformou em pandemia causada pelo covid-19, vai fazer com que o PIB (Produto Interno Bruto), lado da demanda, tenha desempenho negativo na maioria dos Países, isto porque a economia mundial está em recessão. Estes são fatos irrefutáveis.

 

Cada País criou suas próprias regras para vencer o maldito covid-19. No Brasil, se observa pouca sintonia entre o Governo Federal, Governos Estaduais e Prefeituras. O que eu quero trazer para análise é que o “Fica em Casa” é uma expressão ampla que se torna conflitante, porque o Brasil é um País heterogêneo e com dimensão continental.

 

De modo geral, podemos dividir a população brasileira em seis grandes grupos, segundo minha análise:

[1] aposentados (as) que têm renda mensal garantida;

[2] funcionários públicos nas três esferas de Governos que têm renda mensal garantida;

[3] pessoas de alto poder aquisitivo que podem ficar muito tempo usufruindo de seus ativos financeiros. Vale lembrar que este grupo é minoria no Brasil;

[4] trabalhadores do setor privado que ainda têm seus postos de trabalho, mesmo a maioria fazendo suas atividades em home office e com redução de salários;

[5] trabalhadores autônomos e

[6] desempregados com fileiras cada vez maiores.

 

Esses grupos tem enorme variação de renda e prevalecem baixos salários. Portanto, esta é uma situação de conflito. Existe a necessidade de critérios.

 

Se estivéssemos falando do Canadá, da Suécia, da Finlândia e da Noruega – por exemplo – a expressão “Fica em Casa” serviria para toda população, porque são Países pouco populosos, são muito ricos com elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e população muito culta e educada.

 

Todavia, estamos falando do Brasil, um País com muitos problemas sociais, corrupção, políticos oportunistas e com precário sistema de saúde que não atende plenamente as necessidades da população. Soma-se a isto, o fato de haver Estados Federados com falência financeira como é o caso do Rio Grande do Sul que há muito tempo parcela os salários de seus servidores e não tem recursos financeiros para investimentos.

 

Penso que as ações não devem ser só de Governo. A população precisa se engajar e ter mais comprometimento.

 

Do lado do Governo é preciso haver sensibilidade das autoridades no sentido de permitir que a economia continue a fluir com a população economicamente ativa (PEA), desde que os trabalhadores estejam saudáveis e comprometidos com as recomendações de distanciamento social. Os idosos devem se resguardar em suas casas, as escolas devem esperar o melhor momento para voltarem, principalmente as de ensino fundamental.

 

Do lado da população, é preciso que haja mais conscientização. Ainda existem milhares de pessoas que ignoram o problema da pandemia e circulam em supermercados com as famílias, nos shoppings, nos parques e tantos outros lugares de aglomerações. De modo geral, muitas pessoas só percebem que o problema da guerra sanitária existe, quando o covid-19 contamina um familiar ou amigo. Este maldito corona vírus é um inimigo invisível e é o predador. Os seres humanos são as presas.

 

Quanto mais rápido haver conscientização e compromisso de todos, mais rápido venceremos esta guerra. Portanto, é importante que cada um faça bem a sua parte.

 

O Governo deve repensar o “Fica em Casa” e mensurar os riscos de quem pode trabalhar.

 

As pessoas devem levar mais a sério o problema para reduzirem as chances de contágio.

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