O dia 29 de Março de 2016

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O dia 29 de Março de 2016, entrará para a história do Brasil com mais intensidade que outros eventos.

Justifico, a América Latina, o mundo espera do Brasil mais que supõe nossa percepção, pois, é o gigante adormecido, pedindo licença para fazer a sua história, para ocupar seu papel.

Peço desculpas por utilizar um poema de Fernando Pessoa, extraído da obra a mensagem:

Ulisses

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

Não sei se é a alma lusitana que leva este Brasil para a frente, apesar das peças que volta e meia lhe são pregadas, por seus governantes, ou se é a cultura sonhadora que ao final sempre virá um salvador, o D. Sebastião.

Enfim, não é raro na história nacional, surgirem salvadores, mitos que tem a solução mágica para solucionar os males da nação, só os adiam.

A história mundial está recheada de exemplos de revoluções, de rebeliões populares que alteram os rumos das nações ou até da história universal.

A índole parcimoniosa nacional, apesar dos esforços de alguns, em criar conflitos, tal não ocorrerá, embora seja de bom tom aos governantes prestarem atenção aos sinais espontâneos de uma massa majoritária da sociedade cantando a uma só voz; o governo não serve mais, perdeu o discurso, a capacidade de comandar os destinos nacionais.

O grupo de governo atual, alcançou o poder com um discurso palatável, mas irreal. A vocação social de crer em mitos, em soluções mágicas para os males presentes, facilitou a ocupação dos espaços ( aparelhamento da máquina pública).

No entanto, é evidente que o que parece fácil, o atalho sempre leva à encruzilhada. O que ocorreu, A sociedade apostou no mito, no presidente forjado na escola da vida, no presidente que se orgulhava de não ler, não ter diploma, etc. Etc., nos lideres vindos do chão da fábrica, dos sindicatos, etc. Etc.

Fernando Pessoa difiniu lapidarmente, O mito é o nada que é tudo, Assim a lenda se escorre
ao entrar na realidade.

Enfim, a lenda o mito por ser nada, se esvaiu e a realidade entrou. É o desemprego, é a perda de renda, é a dura e crua realidade e não é uma alteração de nomenclatura que move o cidadão de uma classe social para outra, sim se tem mais poder aquisitivo, advindo de geração de riqueza, não de artifícios confiscatórios.

O dia 29/03/2016, entrará para a história, pois, o maior partido entendeu que não pode permanecer em papel secundário em especial num processo que subversão da cultura nacional. Assim a lenda se escorre a entrar na realidade e sairá do governo, logo, as condições de governabilidade se tornam inviáveis. Vai-se o mito, vem a realidade.

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