Classificação de risco de investimentos mantém o Brasil em xeque | Por Dilmar Isidoro

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A perda do selo de bom pagador, segundo a agência Standard & Poor’s, põe em dúvida se o País é capaz de retomar o crescimento, já em 2017, em meio a crescente desconfiança do mercado quanto ao rumo da política econômica, cada vez mais fragilizada, combinada com a baixa credibilidade do governo em função da escalada de escândalos de corrupção em cujo cenário há muitos políticos notadamente sem escrúpulos.

Por tudo isso, o País mergulha em incertezas e está em xeque aos olhos do mundo que assiste ao desenrolar lamentável daquela que poderá ser a maior desorganização politica e econômica da história do País. Em meio à crise, surgem consequências inevitáveis: Fuga de investidores e rebaixamento de empresas nacionais à categoria de especulação, devido à baixa classificação.

Como efeito, grandes bancos públicos e privados foram rotulados com grau especulativo em função da natureza de seus produtos, emprestar dinheiro com remuneração do capital. Para compreender o que ocorre, entende-se por grau de investimento uma espécie de selo de qualidade que assegura aos investidores o menor risco de calotes. A partir da nota de risco que o País recebe, os investidores têm condições de avaliar as chances de perder o capital investido em mercados emergentes como é o caso do Brasil.

Vale lembrar que há outras duas renomadas agências internacionais com o mesmo propósito: a Fitch Ratings e a Moody’s. O objetivo é o de conferir nota que indique ao mercado global, se há risco de default (calote) nos títulos de crédito procedentes de economias emergentes. A fuga de capitais tem efeito fugaz à economia, havendo resultados declinantes na geração de empregos, redução de investimentos, viés de inflação, excessiva desvalorização da moeda Real, desequilíbrio da oferta e demanda, entre outras variáveis.

As evidências apontam que a crise econômica é consequência da crise política. Por isso, a política macroeconômica confusa e pouco consistente, se reflete na receita tributária insuficiente às necessidades do setor público que vê como única solução, elevar tributos para fechar as contas públicas, sem acréscimo de retorno nos serviços à sociedade. Fica evidente, então, que na politica econômica responsável não existe espaço para amadores e aventureiros políticos.

A agência Standard & Poor’s continua mantendo o Brasil, dois níveis abaixo do grau de investimento. Tendo em vistas as incertezas políticas e as tensões sociais, a agência reafirmou, para este momento, que existe perspectiva negativa da nota do País. A expectativa pouco visível reflete a visão de que há pelo menos uma probabilidade em três para novo rebaixamento do rating do Brasil até o final deste ano, segundo a agência S&P.

Por outro lado, a aprovação de comedimentos econômicos, como o teto para os gastos públicos foi importante, mas as ações estão em fase inicial. Além disso, a retomada do equilíbrio das contas públicas pode ser prejudicada pela instabilidade política. Espera-se, também, que a retomada do crescimento econômico, mesmo que ocorra de forma lenta, possa reduzir a incerteza política e colocar o País em nível de maior credibilidade.

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