“ Políticas Públicas, Ambiente e Defesa Civil na Prevenção de Desastres” | Por Yeda Crusius

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Em 20 de março defendi, em gravação para o site Conversa com os Brasileiros, o fortalecimento da Defesa Civil nacionalmente, para fazer frente aos eventos climáticos extremos que passaram a fazer parte do cotidiano do país neste século. Esse tipo de evento veio para ficar, é próprio do ciclo climático e de suas mudanças de longo prazo, e é preciso que tanto as autoridades quanto nossa população aprendam a lidar com ele.

Na Semana Mundial do Meio Ambiente é essencial pensar nas razões de longo prazo para essas mudanças, e no curto prazo em levar às comunidades afetadas o alívio e os serviços públicos que necessitem. É esse o binômio: definição e implementação de políticas públicas de prazo mais longo, e ação da Defesa Civil, composta de voluntários e de profissionais da área da Segurança Pública em conjunto com voluntários que sempre dizem presente nas horas dos eventos climáticos extremos.

Primeiro vem o alerta de uma grande seca, de um forte temporal ou de ciclone – e isso vem pelo resultado de investimentos ao longo do tempo em universidades e institutos da área, e nas Estações Meteorológicas. É fundamental a prevenção. Prevenção bem feita, disseminando informação e preparação das comunidades quanto ao que pode acontecer, com equipes para que, dia após dia, em escolas, postos de saúde, hospitais e igrejas, explicassem às crianças, professores, líderes das comunidades e religiosos, como se proteger diante de um evento climático quando ele acontece. Foi graças a esse trabalho que nenhuma morte foi registrada nos eventos durante nosso governo, apesar de casas, escolas, quadras de esportes cobertas, escolas e casas terem vindo abaixo com os temporais e ciclones que aconteceram naqueles anos. Já como políticas públicas quero ressaltar (1) a grande transformação do Plástico Verde na sua unidade no Polo Petroquímico, inaugurada em 2010, a primeira do mundo; (2) a definição da Lei do Meio Ambiente proposta e estruturada por nós para chegar ao consenso entre todos os agentes participantes da sociedade para definir os padrões modernos – isso tão importante no estado pioneiro de Lutzenberg na área; (3) o decreto de parceria com o instituto liderado por Valdir e Gisele Bündchen que permitiu a reposição numa área de 11 municípios articulados na região de Horizontina das matas nativas devastadas, nas margens do sistema de rios da região. Trabalho de casa em casa, informando sobre a importância da participação de todos na preservação e na prevenção.

A Defesa Civil gaúcha faz a prevenção como rotina. Também participou de outros eventos extremos: a remessa de materiais de ajuda humanitária e equipes de apoio para os estados de São Paulo ( no acidente com o voo da TAM JJ 3054, em julho de 2007), e Santa Catarina e Alagoas, castigados por desastres climáticos extremos nos anos de 2008 e 2010.

Anualmente milhares de pessoas são desalojadas de suas casas por fenômenos climáticos mais fortes a cada dia, e recomendam a atenção imediata para as comunidades que moram nos litorais brasileiros – 66% da população. Estudos demonstram que, mesmo se a emissão de poluentes fosse interrompida hoje, os efeitos na atmosfera durariam cem anos, é preciso estar preparado. O Brasil precisa de políticas públicas e de uma Defesa Civil em cada comunidade, muito bem amparada e equipada, porque competência eles têm, e os brasileiros esperam por ela.

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