Os prejuízos das comunidades que têm bancos atacados com explosivos | Por Dilmar Isidoro

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Nas duas últimas décadas, viu-se acelerar a quantidade de ataques abruptos aos bancos, feitos por criminosos que desafiam a justiça com extremo acinte. Neste panorama temerário, há algumas análises pontuais que quero fazer olhando as causas (ex ante) e as consequências (ex post) destas ações criminosas que aterrorizam as cidades.

As causas destes crimes que têm lideranças déspotas, as razões prováveis, em minha opinião, são: [a] tráfico de drogas e conexões com outros crimes como roubos de veículos; [b] detentos em regime semiaberto, [c] legislação branda; [d] sistema carcerário que não reabilita os condenados, apenas os pune com condenações brandas em um ambiente carcerário pavoroso e degradante; [e] falta de efetivo policial para dar segurança às pequenas cidades.

As consequências destes crimes atingem: [a] funcionários de bancos; [b] comunidades onde se estão as agências bancárias; [c] o comércio que fica prejudicado pela redução de dinheiro que circula nas cidades enquanto os bancos não retomam o atendimento; [d] essas atrocidades acarretam traumas significativos nas pessoas que passam momentos de terror proporcionado pelas quadrilhas que partem para os ataques dispostos a tudo desde a fazerem reféns para garantir a fuga, até alvejar de forma letal quem estiver no caminho. É possível que muitos destes inocentes demorem a superar os traumas de tamanha truculência e desrespeito à vida que é valiosa às pessoas de bem e desprezível para os bandidos.

As agências bancárias nas pequenas cidades são os alvos preferidos das quadrilhas, devido ao menor efetivo policial para proteger e inibir os assaltantes que querem a qualquer preço, levar o dinheiro dos caixas eletrônicos. A violência é cada vez maior em agressividade e quantidade de ataques. Até poucos anos atrás, as pequenas cidades do interior eram sinônimos de segurança. Embora não se deva generalizar, onde houver agências bancárias nos confins lá estarão os criminosos.

As explosões e assaltos aos bancos são crimes cada vez mais frequentes na rotina das cidades de quaisquer tamanhos. Depois dos ataques, os criminosos deixam para traz rastros de medo e destruição nas cidades que, muitas vezes, precisam de muito tempo para as agências bancárias voltarem ao atendimento normal. Além disso, fica o receio nas comunidades que outro assalto poderá ocorrer a qualquer momento.

Com pouco dinheiro circulando nas cidades, o setor de comércio serviços sente os prejuízos. A população passa a ter dificuldade para fazer transações financeiras. Devido a isso, é natural que as pessoas façam uso de agências bancárias em Municípios próximos das cidades onde moram. Os prejuízos provocados pelos ataques com explosivos nas agências do Interior afetam a economia local e deixam inseguros os moradores. A ousadia dos meliantes é instigada pelo fato de a atual legislação penal ser branda contra quem pratica esse tipo de crime.

Apesar das sucessivas prisões que a polícia faz, muitos criminosos acabam sendo liberados pela justiça ou escapam ao progredir para o regime semiaberto, retornando à prática dos ataques com novas quadrilhas. Isso ocorre porque o sistema carcerário não recupera apenados. Com a falta de agências bancárias por conta dos ataques, os Correios, com o serviço do banco postal, atendem os clientes que precisam do sistema financeiro. Com isso, também passam a serem alvos dos criminosos.

Para amenizar esta situação atroz, o Governo precisa ser menos burocrático e mais rápido para apresentar soluções resolutas. Entre as medidas que o poder público sabe que precisa fazer penso que é sine qua non (condição necessária) incluir os seguintes comedimentos: [I] alterar o código penal com aplicações de penas mais austeras em regime fechado; [II] reformar o sistema prisional para que os apenados tenham a chance de resgatar a cidadania, trabalhar para manter seus sustentos nas reclusões e ter acesso à educação; [III] o Governo precisa investir em serviço social de qualidade nas comunidades vulneráveis a criminalidade para formar cidadãos responsáveis e [IV] a segurança pública deve ser uma das prioridades e precisa estar abastecida com número de policiais necessários para garantir a segurança das comunidades. Simples assim.

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