O flagelo social brasileiro é resultado de políticas públicas ineficientes | Por Dilmar Isidoro

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O status quo, ou posição atual das políticas de Governo para atender a população carente, está muito distante do que pode ser considerado ideal, muito ao contrário, as ações públicas neste sentido são insuficientes para atender a crescente demanda de famílias desestruturadas e que não têm a atenção do Estado, o qual se coloca em posição pífia diante de tal abandono social.

A escassez de serviço social e atendimento básico às pessoas carentes as deixam a mercê da aproximação danosa de traficantes que aliciam condados para os interesses do crime organizado que devasta famílias e abrevia vidas.

O arcabouço político do País, sempre deixou a margem os menos favorecidos. Se houvessem investimentos mais significativos em serviço social, haveria realidade mais promissora especialmente para os jovens que estariam mais protegidos dos criminosos. Sempre que ando pelas ruas e vejo crianças vendendo bugigangas ou pedido esmolas nos semáforos, penso no tamanho do descaso e incompetência do Governo que assiste estas crueldades como se isso fosse normal. O bem-estar, a segurança e a educação são à base da pirâmide social.

Sabe-se que a ineficiente do Governo, aumenta o contingente de pessoas sem futuro promissor para o trabalho e se elevam as chances de haver convulsões sociais. Os desvios de condutas são responsáveis pelas superlotações de cárceres desumanos e paupérrimos que não recuperam os apenados. O descaso favorece ainda, o surgimento de novos complexos de favelas sem o mínimo de infraestrutura.

Se o Governo agisse preventivamente, os benefícios entre outros igualmente importantes seriam: [1] melhoria da ordem social; [2] melhoria da mão-de-obra para o futuro, a partir da educação de base mais qualificada; [3] melhoria da saúde pública; [4] reduziria a massa carcerária; [5] criar-se-ia cultura de responsabilidade social; criar-se-ia consciência salutar para preservar bens públicos, privados e meio ambiente; [6] prevenção de drogas; [7] eliminação do trabalho infantil; (…) etc. Crianças e adolescentes devem estar na escola e não à deriva pelas ruas. As Leis que proíbem o trabalho para menores de 14 anos no Brasil são brandas. Logo, não se inibe como se espera a prática espúria do trabalho infantil.

Ao analisar a pobreza presente em tantas regiões brasileiras, além de resultar das desigualdades na posse da terra, o problema se agrava com a instabilidade do trabalho temporário para adultos, onde muitos vivem na informalidade. Pode-se dizer que a ineficiência do sistema prisional; o trabalho infantil predatório; o precário combate às drogas; a insuficiente assistência social às comunidades vulneráveis e o descaso com a quantidade crescente de moradores de ruas que não são atendidos pelo Estado, são permanentes desafios do Governo que não mostra competência o bastante para propor soluções confiáveis e desnudadas de interesses político-partidários.

Sugiro aos parlamentares do Brasil que conheçam como é utilizado o erário no Canadá e na Noruega. Não é por acaso que esses Países têm os melhores IDH’s do Mundo.

Minha vontade de ver a sociedade mais equitativa pode parecer surreal, mas eu acredito que podemos ter mais justiça social e dignidade para os pobres, sem apologia ao socialismo. O Brasil precisa ter parlamento mais comprometido com as causas sociais e que faça a alocação dos tributos, conforme as prioridades.

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