Polo moveleiro de Bento Gonçalves RS retoma produção industrial | Por Dilmar Isidoro

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A diversificação dos fatores de produção (capital, trabalho, terras disponíveis e tecnologia) que são componentes do produto potencial, beneficia a expansão econômica e impulsiona a competitividade. O Rio Grande do Sul, nas últimas décadas, expandiu as ofertas de produtos e serviços, além de preservar a notoriedade no agronegócio já que na década de 1960, o Estado RS chegou a ganhar a alcunha de celeiro do Brasil. O PIB regional do lado da oferta se desenvolveu com destaque para as industriais de transformação e processamento. Já o PIB do lado da demanda, figura entre os cinco mais expressivos do Brasil.

 

Além das valências que integram os fatores de produção agregam-se a estes predicados a capacitação empresarial e a vocação empreendedora, cujas qualidades são essenciais frente à concorrência. Todavia, na flutuação dos ciclos econômicos, quando ocorre queda na produção causada por variáveis exógenas, ou seja, não está relacionada à capacidade produtiva, surge um ambiente de incertezas e risco de negócios no longo prazo.

 

A crise econômica, com semântica de forte recessão, atingiu todo o Brasil há pelo menos três anos causando desaceleração da atividade econômica, desemprego em grande escala e queda da arrecadação tributária. O contracionismo econômico em tempos de crise reduziu ainda mais o investimento público que já não é expressivo há muito tempo. O que trago aos nossos leitores nesta matéria é que existe viés de retomada da atividade industrial moveleira em Bento Gonçalves e região, as ofertas de empregos estão voltando para alívio de todos.

 

Desde muitos anos a serra gaúcha tem sido um importante polo moveleiro que abastece o Brasil, vis-à-vis a excelência que consolidou neste segmento. A maior parte da produção moveleira é voltada para atender o mercado doméstico. O aumento das exportações de móveis, ainda é um desafio a ser superado.

 

Conforme o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves – Sindmóveis, a produção industrial cresceu 4,4% de janeiro a novembro de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. A taxa de crescimento é modesta, mas pode indicar a retomada da produção industrial. Neste contexto de recuperação, é importante considerar que a inovação em qualquer segmento de produtos e serviços, é um diferencial que distingue os idealizadores e atrai consumidores. A inovação na indústria moveleira é uma ferramenta que possibilita ampliar a competitividade.

 

O conceito de inovação é muito amplo, pois vai além da tecnologia para promover melhorias e conforto nos produtos ofertados. A inovação pode se dar também na reordenação dos processos produtivos para revisar custos; no sistema organizacional das empresas para rever a dinâmica em busca de mais competitividade; nas exposições midiáticas com criatividade; etc.

 

Considerando a expectativa de reaquecimento do mercado moveleiro, estima-se que mais de 300 fabricantes do mobiliário residencial e acessórios afins, devem participar da próxima feira Movelsul Brasil que ocorrerá de 12 a 15 de março de 2018 em Bento Gonçalves no Parque de Eventos (Rua Alameda Fenavinho, 481).

 

Na ocasião, serão expostas ao público as novidades e tendências em design de móveis. Conforme o Sindmóveis, entidade que promove a Movelsul, são esperados centenas de lojistas de todo o Brasil, além de importadores de móveis de mercados potenciais de vários Países. A feira é o maior evento do setor moveleiro da América Latina.

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