Guerra civil na Síria dilacera o País. Não há previsão de paz | Por Dilmar Isidoro

Guerra civil na Síria dilacera o País. Não há previsão de paz | Por Dilmar Isidoro

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Na história da humanidade, as guerras sempre tiveram como alvo a dominação de povos e o poder. Absolutamente, nenhuma razão justifica destroçar vidas. Apenas o homem destrói por ódio, por vingança e para dominar. Os animais irracionais agem por instinto, mas apenas serão agressivos se estiverem famintos, se sentirem ameaçados ou para defenderem sua espécie.

 

As causas dos confrontos sangrentos na Síria são muitas e existem vários interesses, por isso o entendimento é complexo. Os combates começaram em 2011 e completa sete anos neste mês. Não existem perspectivas de paz iminente.

 

O conflito começou com diversos protestos para pedir a renúncia do ditador Bashar al-Assad no período que se chamou de Primavera Árabe, um movimento de povos daquela região para clamar por liberdade e democracia, após as quedas dos ditadores no Iraque e a na Líbia. O presidente sírio respondeu com violência usando o exército para reprimir os manifestantes.

 

Ninguém imaginava as dimensões catastróficas que ocorreriam na região. A oposição se armou para lutar contra as forças de segurança. Brigadas formadas por rebeldes começaram a controlar muitas cidades e vilarejos. A população civil, em especial as crianças, sentem os efeitos devastadores da guerra. Governo e insurgentes impõem bloqueio de alimentos à população, sendo interrompido ou limitado o acesso à água. As forças humanitárias da ONU são impedidas de entrar nas zonas dos confrontos para socorrer a população civil e atender os milhares de feridos que aumentam a cada dia.

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Fonte: http://www.diariopalentino.es/noticia

Nesse cenário de fragilidade política, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), aproveitou para invadir o território sírio. Segundo os sobreviventes que conseguiram escapar desse calvário, são aplicados impiedosos castigos para quem não aceitar as regras. Por isso, os civis são espancamentos, ocorrem estupros coletivos, execuções públicas e mutilações.

 

Por trás das forças beligerantes, há jogos de interesses que estão dizimando a população síria: [1] a República Árabe Síria, liderada pelo ditador Bashar al-Assad quer manter o poder a qualquer custo, tem o apoio da Rússia, do Irã e do Hezbollah libanês; [2] o Exército Síria Livre, formado por grupos que se rebelaram contra Al-Assad, após o começo do conflito em 2011, recebem apoio da Turquia, Arábia Saudita e Catar; [3] o Partido da União Democrática, formado pelos curdos, é um grupo armado que reivindica a autonomia do povo curdo dentro da Síria. Tanto o Exército Síria Livre como os curdos recebem apoio dos Estados Unido, da União Europeia, Austrália e Canadá. Entretanto. Estes Países não cogitam intervir militarmente e [4] o Estado Islâmico quer declarar um califado (espécie de herdeiro de um regime da época do Profeta Maomé que busca unidade e a liderança política do mundo islâmico) na região. Apesar de terem capturados cidades importantes foram derrotados pelas potências ocidentais. Para piorar a tensão, o conflito ainda conta com as divergências sectárias entre sunitas e xiitas, grupos muçulmanos que têm diferenças políticas há muito tempo.

 

De fato, há muitos interesses em jogo e as negociações de paz entre governo, aliados, opositores e ONU, acumulam fracassos. A Síria está em retalhos e a população agoniza em meio às poucas esperanças de pacificação.

 

Enquanto a solução para estabilizar o País não surge, a população faminta agoniza. No quadro atual, amplas regiões estão no controle dos combatentes curdos que são aliados da coalizão liderada pelos EUA na luta contra o Estado Islâmico.

 

Os números mostram a insensatez dos combates bélicos: De acordo com fontes internacionais que acompanham os desdobramentos da guerra civil, mais de meio milhão de pessoas perderam a vida entre elas milhares de crianças; existem mais de 1,5 milhão de feridos sem atendimento e mais de cinco milhões de refugiados deixaram o País em busca de outros destinos para recomeçarem a vida.

 

Um dia essa guerra vai terminar, mas não haverá vencedores porque todos perdem muito. A sede de poder e dominação são destrutivas. O diálogo precisa prevalecer, espera-se.

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