Em tempos de superlotação hospitalar, surge uma notícia alentadora

Em tempos de superlotação hospitalar, surge uma notícia alentadora

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Por: Dilmar Fernandes Isidoro. Março/2021.

 

Em todas as áreas do conhecimento, a tecnologia da informação está presente de alguma forma. Na saúde, houve significativo progresso nas últimas décadas, fato que contribui à longevidade humana.

 

Na área da saúde existem equipamentos tecnológicos coadjuvantes, mas não menos importantes quanto ao escopo que se propõem. O equipamento tecnológico de inteligência artificial, alvo desta matéria denominado de “STAKECARE” por renomados cientistas gaúchos que o idealizaram, me motivou a escrever sobre o assunto. Trata-se de inovação a serviço da saúde.

 

Depois de longas conversas com os cientistas, entendi a importância deste equipamento inédito e o quão poderá ser útil na relação entre pacientes e hospitais (inclusive clinicas) e o quanto poderá agregar em qualidade às equipes de cuidadores (as) que gravitam em toda a estrutura em torno dos internados.

 

A criação de novas tecnologias se baseia, de modo geral, em dois fundamentos: [a] suprir necessidades ou carências em determinados setores e [b]; propor soluções inovadoras e eficazes que beneficiam os usuários, por exemplo, o telefone celular e toda tecnologia que agrega.

 

Baseado nessas premissas e conforme minha percepção, presumo que o STAKECARE, foi desenvolvido para atender o primeiro dos fundamentos citados: “suprir necessidades ou carências”, neste caso, no segmento de cuidados preventivos da saúde.

 

Com base em pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE constatou-se que o envelhecimento da população está provocando aumento na quantidade de pessoas com idade superior a 65 anos de idade. Em 2018, essa proporção era de 9,2% com 19,2 milhões de idosos. O IBGE projeta para 58,2 milhões de idosos em 2060 o equivalente a 25,5% da população.

 

As projeções reforçam a tendência de envelhecimento da população brasileira: o número de crianças com até 14 anos que em 2018 era de 21% do total de habitantes, tende a ser de 15% em 2060. Nesse cenário, a expectativa é que o número de idosos provavelmente triplique. Daí a necessidade de novas soluções para os problemas já conhecidos, mas ainda não solucionados. As principais vítimas de quedas e escaras são os idosos, devido ao aumento das patologias crônicas, do uso de diversos medicamentos, do avanço da senilidade e da senescência.

 

A queda é um evento originado de várias ordens. O aumento do risco está associado à probabilidade da fragilidade, característica do envelhecimento, das alterações fisiológicas e de fatores intrínsecos. Diante deste panorama, algumas consequências que obstaculizam os idosos são: confusão mental, fraqueza muscular, hipotensão, agitação, marcha instável e tonteira.

 

Somam-se a estas variantes, os fatores de riscos extrínsecos como: luzes inadequadas em quartos; tapetes; móveis em locais inapropriados; pisos escorregadios; banheiros não adaptados; escadas sem proteções, etc.

 

O grupo que desenvolveu o STAKECARE – brilhantemente – formado por uma equipe multidisciplinar de cientistas – percebeu que ainda não existe no mercado nenhum sistema de monitoramento, instrumento, aparelho eletroeletrônico, etc., que ofereça alerta e/ou indicação que antecipe a eminência ou o aumento do risco de quedas e escaras [as escaras de decúbito, conhecidas como úlceras de pressão, são feridas que aparecem na pele de pessoas que ficam muito tempo na mesma posição. Isso acontece em pacientes internados em hospitais ou acamados em suas residências].

 

A genialidade do STAKECARE lhe confere a utilização em quaisquer ambientes, seja hospitalar, clinico ou doméstico. Também, não interfere em nenhum outro aparelho que o paciente esteja usando.

 

A medicina tem aparelhos diversificados para recuperar e dar suporte às funções vitais dos pacientes. Mas, se constata que a tônica comum aponta para intercorrências médicas, termo que define um evento inesperado em procedimento médico que, geralmente, não poderia ser previsto ou alertado ao paciente.

 

 

O STAKECARE surgiu para auxiliar no preenchimento do hiato entre o alerta e a ocorrência indesejada de queda e das escaras.

 

Diante das evidências, os cientistas criaram um equipamento com sensor multicomponente para fazer medições tridimensionais de grandezas físicas, adequadas às aplicações que envolvem a determinação de carga multidimensional.

 

Com a captura dos movimentos se faz a leitura e o processamento de dados, através de algoritmo que informa os movimentos exatos que corpo está fazendo. O sistema processa os comandos atuadores e faz o alerta ante a iminência de quedas e agravamento de escaras.

 

É importante dizer que o STAKECARE não é invasivo, é fixado externamente no paciente para capturar os movimentos, mostrando as informações na tela de monitoramento e exibindo alarmes, quando os movimentos excedem os limites programados no sistema.

 

Os alertas são feitos – em tempo real – nas salas de controle de enfermagem e também em outros locais compatíveis, inclusive em telefones celulares. O algoritmo permite acompanhar o comportamento do paciente no leito, através de inteligência artificial indicando o tempo de permanência em cada posição, tendência de movimentos e iminência de condições de riscos de quedas dos leitos.

 

Quando informalmente foram feitas demonstrações do STAKECARE, as instituições de saúde notaram a importância desta tecnologia para monitorar os movimentos dos pacientes e também para proporcionar mais qualidade de atendimento aos acamados.

 

Como efeito, no momento há uma instituição de saúde no Estado RS que é referência nacional em certas especialidades médicas, a qual está providenciando os protocolos para aferições dos predicados do STAKECARE, cujos resultados serão publicados na forma de artigo científico no meio acadêmico médico.

 

O aparelho já esta disponível para uso em hospitais, clinicas (inclusive geriátricas) e até mesmo para uso em pacientes acamados em suas residências.

 

Este dispositivo é inovação para potencializar os cuidados da saúde. Parabéns aos idealizadores!

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