Estância Guatambu é referência no agronegócio gaúcho | Por Dilmar Isidoro

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Mesmo imersos em cenário de incertezas quanto ao retorno de novos investimentos, existem empresários com visão holística e de vanguarda que, com atitude tenaz, continuam investindo e inovando em seus nichos respectivos para alcançarem o diferencial e a vantagem competitiva.

Ao examinar o referencial teórico – preconizado pela academia para a busca do sucesso empresarial em todos os portes de empresas – e confrontando-o com a realidade observada, encontro um exemplo de empresa rural no Estado do Rio Grande do Sul para a qual enalteço suas qualidades pela meritocracia dos seus gestores que coloca suas atividades no agronegócio em patamar de destaque no Estado RS e no Brasil.

Refiro-me a Estância Guatambu com sede em Dom Pedrito, região do pampa gaúcho. A Estância Guatambu é uma empresa familiar que se dedica aos produtos primários e agroindustriais. A estação de trabalho está inserida em solo fértil e que tem clima privilegiado.

A empresa se notabiliza pelo uso da tecnologia na atividade rural. A pecuária tem base sólida na criação de bovinos das raças Hereford e Braford. Há quase seis décadas no agronegócio, sob o comando de Valter José Pötter, a Guatambu é uma das principais referências na produção rural no Rio Grande do Sul. Na agricultura, há o cultivo de arroz, milho, soja, uvas entre outras commodities de grande produtividade.

A partir de 2003, a empresa decidiu intensificar a produção na vitivinicultura e se tornou pioneira na campanha gaúcha ao instalar a primeira vinícola enoturística. O cultivo de videiras é marcado por terroir excelente (termo de origem francesa. Lê-se terroar que significa relação adequada entre o solo e o clima para a produção de uvas finas).

Neste cenário bem-sucedido, a vinícola instalou um belo complexo enoturístico, que integra a área de produção com o auditório, sala de degustação, salão de parrilla (espécie de grelhados) para eventos e a loja da Estância. O local se salienta pelo design arquitetônico que enaltece a cultura gaúcha e as estâncias do pampa, sendo considerado protótipo em estilo e beleza.

Desde maio deste ano, o local faz uso de 100% da energia solar tornando-se o primeiro empreendimento da área na América Latina movido por energia limpa. O mérito da qualidade é marcado pelo vinho Cabernet Sauvignon Rastros do Pampa da Guatambu Estância do Vinho, que foi eleito entre os 08 melhores vinhos tintos da safra 2016, na 24ª Avaliação Nacional de Vinhos realizada em setembro passado no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. O evento é promovido desde 1993 pela Associação Brasileira de Enologia. Outrora, o vinho Rastros do Pampa, Safra 2012, Cabernet Sauvignon, recebeu medalha de ouro na Itália. Outras categorias de vinhos, também já foram premiadas no Brasil e no exterior.

Vê-se no contexto que os fatores de produção (solo fértil, gestão financeira eficiente, capacidade empresarial, mão-de-obra qualificada e tecnologia inovadora) são utilizados na plenitude pela família Pötter onde se sobressai ainda, o trabalho da nova geração exercido por Isadora Hermann Pötter e Gabriela Hermann Pötter. As evidências indicam que o foco no trabalho, a experiência no labor de gerações passadas, a prática do conhecimento acadêmico e a visão de futuro para identificar as oportunidades de negócios, transformam os dias que se seguem em novos e agradáveis desafios.

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