Legado de Ponche Verde, hoje Dom Pedrito, no tratado de paz farroupilha | Por Dilmar Isidoro

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As celebrações da revolução farroupilha enaltecem a cultura e as tradições da comunidade gaúcha que, em cada ano, faz questão de lembrar as gerações mais jovens do quão significou o confronto bélico contra o império do Brasil para preservar a independência de valores de um povo valente.

Aquela foi a mais longa guerra na história do Brasil (1835-1845). Vidas foram dilaceradas de parte a parte em dezenas de combates sangrentos que fizeram os brasileiros da época chorar e lamentar as vidas perdidas, até que o bom senso prevaleceu.

Ilustração de uma das Batalhas na Revolução Farroupilha

Fonte: http://www.rnews.com.br/tratado-de-paz-encerrou-a-revolucao-farroupilha

Um tratado de paz, cessou os combates. Em Ponche Verde foi selada a tão esperada paz. Aquele gesto foi um legado memorável, um marco inesquecível na história secular gaúcha que sempre será lembrado com profundo respeito às memórias daqueles que sacrificaram suas vidas pelos ideais e pela preservação de valores latentes. O nome Ponche Verde era assim chamado como referência aos verdes campos da campanha gaúcha que tinha – ainda tem – ótimas condições de pastoreio para o gado.

O tempo modificou a forma de resolver os conflitos e divergências politicas no Brasil que abomina qualquer possibilidade de novas guerras. As lembranças daquele feito perduram na memória dos gaúchos que todos os anos cultuam a saga farroupilha. Os heróis dessa sangrenta passagem histórica sempre serão enaltecidos. Por conta disso, a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul consagrou como data magna o dia 20 de setembro para celebrar o legado farroupilha. O ato foi formalizado pelo Decreto Estadual 36.180/95.

Passaram os anos, a configuração das jurisdições no Rio Grande do Sul mudou. No local antes chamado de Ponche Verde, hoje é o Município de Dom Pedrito fundado pouco depois do fim da guerra farroupilha em 1872 emancipando-se de Bagé, e sendo hoje um dos maiores Municípios do Estado RS do ponto de vista territorial. O lugar é simpático, organizado e aprazível. Merecidamente, tem o rótulo de Capital da Paz como menção ao tratado de paz farroupilha.

A pequena cidade preserva a arquitetura dos antepassados, tem ótima gastronomia e hotelaria. O Município pampiano tem a agradável influência da cultura castelhana, pois faz fronteira com o Uruguai. A economia está alicerçada no agronegócio com destaque para a vitivinicultura, visando à produção de vinhos finos de notável qualidade reconhecida no Brasil e no exterior. Sobressaí também, o cultivo de arroz e criação de gado.

Muitos habitantes da comunidade, dizem com orgulho que a violência da capital e região metropolita não chegou por lá. Em minha última visita a cidade, pude comprovar a agradável sensação de segurança ao andar pelas ruas limpas e observar casas e prédios livres das pichações. Pude apreciar a preservação dos prédios históricos e receber o cordial cumprimento das pessoas, mesmo sem conhecê-las. Pude perceber que é tradição dos cidadãos, receberem os visitantes com sorriso amistoso.

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